sábado, 25 de agosto de 2012

Atingindo o significado do abstrato


No momento em que você põe um rótulo ou nomeia o que você sente, 50 % de todo o valor real da coisa em si desaparece.

-Laurs
Faz algum tempo os outros deixaram de fazer parte de mim!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

(numa conversa qualquer 3)

Viva a arte
tenha amores
pare o mundo
sinta as cores.

-Laurs

Sinapse. Sentindo a possibilidade de felicidade


*Suspiro* Esse fluxo de pensamento misto que coloca nossas mentes num estágio de felicidade, onde um desejo pode ser tão possível quanto o alvorecer diário.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Me perguntaram: Você é solidário?


Quanto à solidariedade...

Na verdade não concebo outra maneira de existência se não esta. (Existe outra maneira de se viver, VIVER realmente?).

Não é apenas a solidariedade, mas além, o autruismo gratuito mesmo. Aos 29 eu me assumi. Estou
assumido. Anarquismo sim. Cansei-me, joguei-me nos braços no anarquismo. Ele, sim, foi mais que uma catarse positivista pra mim. Foi o sonho que sempre esperei pousar em meus ombros, sob a céu estrelado enquanto vestia meu pijama aos 8 anos à janela.

O anarquismo é o primeiro verbo não-falado de um bebê. É o comum distribuido entre uma sociedade de surdos e mudos.  É a pergunta ingênua e verdadeira de uma criança em saber o “porquê” das coisas. Logo após esse momento a criança catequizada em nós é forçada a criar e repassar às mentiras contadas à nós mesmos. Nos iludimos que a vida é longa. Mas só nós nos arrependemos de tudo que não ensinamos e não fizemos ao fim desta.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Logo após acordar. Ou remela nos olhos.


Se ninguém veio, ninguém vai.
Sonhei , que estava fugindo de policiais
Sonhei que me apaixonava por uma pessoa que só tinha me visto uma vez na vida. Sonhei que lutava e brigava num estacionamento onde punhos e rostos de arrastavam no asfalto. Eu a queria amar, mas ela estava de partida para São Miguel..
Sonhei que estava bem.

Abri os olhos

Acordei em uma cama de cochão de algodão cru e exatamente macio.
Dobrei a coluna e sentei.
Os olhos, ainda ofuscados pela realidade, viam minhas próprias mãos indefesas e lindas. Mãos rendidas que não queriam nada além de usufruir da bela existência. Ainda estou com o gosto dos sonhos em minha boca, estou com a sinestesia sem sentido em minha cabeça, e a liberdade mais leve em minha mente.

Tá explicado porque não lembramos bem dos sonhos: seria macular o sublime estado do corpo e alma.

Tá explicado porque tenho dormido muito. Porque tenho preferido os sonhos.