terça-feira, 3 de julho de 2012

Logo após acordar. Ou remela nos olhos.


Se ninguém veio, ninguém vai.
Sonhei , que estava fugindo de policiais
Sonhei que me apaixonava por uma pessoa que só tinha me visto uma vez na vida. Sonhei que lutava e brigava num estacionamento onde punhos e rostos de arrastavam no asfalto. Eu a queria amar, mas ela estava de partida para São Miguel..
Sonhei que estava bem.

Abri os olhos

Acordei em uma cama de cochão de algodão cru e exatamente macio.
Dobrei a coluna e sentei.
Os olhos, ainda ofuscados pela realidade, viam minhas próprias mãos indefesas e lindas. Mãos rendidas que não queriam nada além de usufruir da bela existência. Ainda estou com o gosto dos sonhos em minha boca, estou com a sinestesia sem sentido em minha cabeça, e a liberdade mais leve em minha mente.

Tá explicado porque não lembramos bem dos sonhos: seria macular o sublime estado do corpo e alma.

Tá explicado porque tenho dormido muito. Porque tenho preferido os sonhos.