terça-feira, 7 de agosto de 2012

Me perguntaram: Você é solidário?


Quanto à solidariedade...

Na verdade não concebo outra maneira de existência se não esta. (Existe outra maneira de se viver, VIVER realmente?).

Não é apenas a solidariedade, mas além, o autruismo gratuito mesmo. Aos 29 eu me assumi. Estou
assumido. Anarquismo sim. Cansei-me, joguei-me nos braços no anarquismo. Ele, sim, foi mais que uma catarse positivista pra mim. Foi o sonho que sempre esperei pousar em meus ombros, sob a céu estrelado enquanto vestia meu pijama aos 8 anos à janela.

O anarquismo é o primeiro verbo não-falado de um bebê. É o comum distribuido entre uma sociedade de surdos e mudos.  É a pergunta ingênua e verdadeira de uma criança em saber o “porquê” das coisas. Logo após esse momento a criança catequizada em nós é forçada a criar e repassar às mentiras contadas à nós mesmos. Nos iludimos que a vida é longa. Mas só nós nos arrependemos de tudo que não ensinamos e não fizemos ao fim desta.

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