quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Em outra conversa ai ai ai

Um sujeito:
 
Não quero parecer duro, muito menos ofensivo, mas sua visão, Luis, me soa romantizada. A ganância e a autoindulgência através do consumo são problemas humanos, e não de algum inimigo invisível, como nessa crítica ao capitalismo, que já dá sinais de caduquice.
Quem seria louco de dizer que se ninguém clamasse propriedade para si e pensasse que o excedente de sua produção serve para beneficiar todos aos seu redor, a vida não seria melhor?
Mas essa mudança você atingiu em você. Parabéns. Passou para os seus filhos? Excelente. Para os seus associados? Nota 10.
Eu exercito meu desapego, mas minha consciência me diz que a mudança geral só pode vir através da visualização do meu exemplo, isso se eu conseguir em mim. É um processo lento, mas não acredito em atalhos, como esse de que derrubando a peça "capitalismo" vai gerar um efeito em cascata que transformará a Babilônia em Céu.


Eu:
Que é isso meu caro Fulano! que nada, nada duro! Graças a Eros somos romantizados, afinal já viu algum revolucionário cientista, artista ou político que fizesse história e fosse moderado? Bem eu nunca! A história é feita de atitudes. E não de esperança! Enfim então façamos o favor, vamos rasgar os livros de cultura alternativa, de sustentabilidade e de planejamento direfenciado! Vamos então gritar baixinho! Vamos abraçar sim o capitalismo e acreditar que as mudanças dentro desse terreno são possíveis! Bem vamos ejacular pouquinho!! Pois a escola positivista ainda esta ái, doutrinando alguns acadêmicos para a parcimônia eterna!. A final o único momento que é socialmente aceitável que gritemos é quando nosso time faz gol né?

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