O ambiente cinza, não só me cercou rapidamente, como me contaminou e me consumiu. Meus corpo não aguentava tanto definhamento e se soltou. Depois minha mente. Não pude aguentar mais. Saí do armário. Sou um sonhador e estou mais lúcido que antes, a veia pulsa. O pulso, ainda pulsa
Um crime hoje em dia, deixar o pulso pulsar, sem nenhuma veia mercantil. Deixe-me ser livre mundo, deixe-me correr sem rumo, viver da arte, fazer arte, rasgar as roupas, ajudar quem precisa ou quem desejo, deixe-me ser vivo para ser livre.
Estou tentando reescrever não só a história da minha vida, mas da minha interação com o mundo e das relações inter-humanas.
Quero sorrir num bom dia agradável. E quero que as pessoas sintam isso. Não, não quero o carro do ano, ao invés, uma bicicleta surrada, enferrujada e usada. Quero que as pessoas percebam a infinitude de sentimentos que é cada outra pessoa caminhando por aí, ao invés de outro corpo feito de carne com uma carteira no bolso.
Penso ainda no Exupéry que em meio à guerra não desistiu do pequeno príncipe.
Considere que já vi muitas morte e fins de vida. Nenhum deles levou o carro ou a casa. Mas nenhum tinha ou viveu um amor para se levar por toda uma vida. Uma mão viva é o que todos queremos quando nos encontramos desesperados no leito branco de hospital.
Tudo que decidi, foi continuar pulsar. Uma pulsão de primavera.
Não sei fazer poesias ou poemas. Apenas vomito que sinto sem escolher as palavras.Tento apenas ser eu e mais ninguém!
Nenhum comentário:
Postar um comentário